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22 de agosto de 2011

Ser mãe

Quando engravidei, o meu marido sempre me perguntava se já estava me sentindo mãe. A primeira resposta foi não. Com o passar dos meses, a resposta continuava a mesma, porém já com uma pequena carga de culpa por não estar me sentindo tão mãe assim como achava que deveria. Então comecei a me questionar... será que vou ser boa mãe? Por que não me sinto mãe? Será que tem algo de errado comigo? 
Pensei, no entanto, que depois do nascimento teria a resposta que o meu marido tanto sonhava. Mas a resposta não veio, e os meus sentimentos estavam ainda mais confusos, e eu, ansiosa por uma definição. 
Na busca dessa definição, lembrei que ainda grávida dei um empurrão muito forte na barriga do meu marido para poder proteger os bebês de uma colisão inesperada entre eu e ele. E isso nada mas foi do que um instinto de proteção de uma mãe que já habitava em mim e eu não percebia. Assim surgiam, sem eu saber, as primeiras definições que tanto buscava.
Mas descobri que essa busca é em vão, pelo menos até o momento, pois o que é realmente ser mãe se não se preocupar com cada choro dos filhos, chorar de saudade quando passa mais de duas horas longe deles, ficar feliz ao fazerem cocô quando sofrem de prisão de ventre, sofrer com cada dor de cólica e sentir-se aliviada quando eles soltam gazes, ficar apreensiva quando começam a rolar na cama, mas feliz por cada novo movimento e Etc & Tal.
Assim, posso dizer, sem dúvida nenhuma, que sou mãe, sim, em todos os sentidos! 


Imagem: Mãe Etc & Tal


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